Martin und Hannah

Hannah Ahrendt, die jüdische Philosophin, ehemalige Studentin und Geliebte von Martin Heidegger, besucht im Alter von 69 Jahren noch einmal den Philosophen in Freiburg, der, dement geworden, bereits in einer anderen Welt lebt. Durch ein Gewitter in der Küche des Hauses festgehalten, kommt es zu einer intensiven, erst Gift spritzenden, dann immer versöhnlicher werdenden Aussprache zwischen Heideggers Ehefrau Elfriede, einst eine glühende Nazi-Verehrerin, und ihrer jüdischen Rivalin um die Gunst von Heidegger über ihre Leben, ihre Lieben, die Verstrickung der Heideggers ins Nazi-System, Hannahs Fluchten, den Eichmannprozess in Jerusalem, ihre Fehler und Schwächen, was dazu führt, dass die Rivalinnen immer mehr Verständnis für einander aufbringen.

Handlungsorte

»Bücher sind fliegende Teppiche
ins Reich der Phantasie.«

James Daniel

Buchdetails

Handlungsorte
Marburg an der Lahn, Freiburg im Breisgau, Jerusalem, Meßkirch, Todtnauberg, Kaliningrad (Königsberg), Berlin, New York, Paris, Basel, Delphi, Gurs
Buchdaten
Titel: Martin und Hannah
Kategorie: Roman / Erzählung von 2000
Eingabe: 04.03.2013
Kurzbeschreibung
A velha senhora batalhava com seu guarda-chuva. As rajadas do aguaceiro açoitavam as faces enrugadas, sacudiam a sua saia, devastavam as bocas-de-leão no jardim. Ela tocou a campainha do portão. No fim do caminho, a casa permanecia silenciosa. Uma segunda tentativa ficou sem resposta. Exasperada, a velha senhora bateu impacientemente nas ripas de madeira gritando um nome, Elfride, Elfride! Estou aqui! Um passo arrastado. O trinco é puxado. Ao abrigo, na varanda, a outra velha apareceu. "É você", lançou Elfride, imóvel. "Não a estava esperando tão cedo, Hannah. " "Mas que temporal! Em pleno mês de agosto!" "Uma tempestade de verão", constatou Elfride sem dar um passo adiante. Com um olhar, ela varreu o jardim encharcado, as flores destruídas e a velha senhora de nariz aquilino, sapatos enlameados, bolsas sob os olhos, o mesmo eterno ar de cabrita teimosa. "Você sabe que está chovendo, Elfride?", retrucou Hannah num tom áspero. "Hannah Arendt, a judia arrogante, a americana", pensou Elfride. "Será que devo avisá-la? Não. Não, é a vez dela sofrer. " "Espera aí, já vou!" O tempo de pegar um guarda-chuva, abri-lo com uma lentidão calculada, atravessar o jardim. Hannah estava explodindo. "Você está parecendo um cachorro molhado", disse Elfride. "Vamos. Oh! Desculpe. " Armações em riste, os guarda-chuvas se entrechocaram. Hannah abaixou o seu resmungando. "Foi sem querer", falou Elfride dando um suspiro. "Vá na frente, eu a sigo", disse Hannah. "Como sempre", murmurou Elfride. Fustigadas pela chuva, avançaram juntas a passinhos miúdos e ligeiros. "Elfride Heidegger, a alemã, a legítima esposa", pensou Hannah. "A que controla a porta e me deixa do lado de fora. Será que afinal vou vê-lo tranqüilamente?" "Pronto", disse a dona da casa. "Pendure sua capa no cabide e tire os sapatos. Os chinelos estão... " "Eu sei. Onde está ele?" "Quer vê-lo já?" "Mas... Sim, claro", respondeu surpresa. "Ela me propõe espontaneamente!", disse Hannah consigo. "Será que ele está doente? Se[...]


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